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Por Agencia Sebrae | Postado em: 12/09 - 11:13
Agroindústrias do oeste são certificadas com Selo Alimentos

Três indústrias de pequeno porte do oeste do Paraná, do segmento de agronegócio, ganharam destaque em qualidade de produtos, processos e de gestão. As agroindústrias fazem parte do grupo de 22 empresas que concluíram, no dia 12/03, o Programa Selo Alimentos do Paraná, uma iniciativa do Sebrae/PR em parceria com o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e  Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). 

O Programa tem como objetivos a melhoria na qualidade dos processos, considerando as exigências sanitárias; e na maturidade de gestão, utilizando metodologia aplicada em empresas de padrão internacional de competitividade. “As empresas participantes, que podem ser indústrias, agroindústrias e distribuidoras, que concluem com êxito o Programa, ficam aptas a exibir em suas embalagens e rótulos o Selo Alimentos do Paraná, certificação que garante credibilidade ao produto”, indica o consultor do Sebrae/PR, Emerson Durso. 

Os benefícios do Programa vão além da obtenção do Selo, visto que os participantes passam por uma série de melhorias para atenderem à legislação. “Além disso, eles têm a possibilidade de expansão de mercados; podem participar de campanhas de marketing realizadas pela comissão gestora; e, ainda, aproveitarem os eventos técnicos, como encontros e rodadas de negócios promovidos pelos gestores do Programa”, acentua o consultor. 

Marines Trimpler, da Pegue Mais Chás e Ervas, de Marechal Cândido Rondon, já exibe, além do Selo nas embalagens de seus produtos, os resultados. “Tivemos um salto de 40% nas vendas com a apresentação do Selo Alimentos do Paraná. Nossos vendedores conseguem argumentar melhor sobre a qualidade do produto e isso se reflete diretamente na comercialização. Esta certificação nos possibilita mais volume de vendas e abertura de novos mercados”, identifica a empresária. 

Em uma empresa familiar, contextualiza Marines, muitas vezes as regras ficam confusas e se perde o foco da qualidade dos negócios. “O que mais gostei do Programa foi que ele nos focou para resultados, para agir de forma correta. O Selo é uma vitória, sim, uma indicação de qualidade verdadeira, que não se compra, mas as melhorias que fizemos são realidade e efetivamente o que nos traz resultados positivos. Hoje, estamos mais organizados, mais produtivos, mais atualizados”, ostenta. 

Boas práticas 

Um dos focos integrantes do Programa Selo Alimentos do Paraná é fazer com que os participantes implantem um Manual de Boas Práticas de Fabricação, modelo que atende as normas de sanidade vigentes. “Essas normas não são novidade para quem trabalha com alimento. Mas quando nós falamos delas com os nossos funcionários é uma coisa, quando vem algum técnico de fora para ensiná-los a colocar em prática esses processos, eles aceitam com mais facilidade”, conta o sócio-proprietário dos Frios Samollé, Juliano Jacobs. 

A agroindústria de Jacobs é de Quatro Pontes e também uma das três certificadas com o Selo Alimentos do Paraná neste mês. “Internamente, o Selo nos dá mais segurança, de sabermos que estamos fazendo a coisa certa, produzindo com confiabilidade, trabalhando mais tranquilos quanto a isso. Para os clientes, acredito que também passaremos essa confiança em médio prazo. Começaremos a utilizar o Selo quando confeccionarmos as próximas embalagens, em cerca de um mês”, completa. 

O empresário enfatiza, ainda, o aprendizado sobre controle da gestão e produção. “O autocontrole que aprendemos a fazer no dia a dia da agroindústria foi fundamental. No início ficamos um pouco receosos com a mudança, pois vimos que é bastante metódico. Mas, depois, sentimos que vira rotina. Neste caso, digo que, depois do Programa, implantamos nova rotina na empresa e dá resultado”, alega Jacobs. 

Seguir adiante 

Na avaliação da empresária de Entre Rios do Oeste, Lisete Marli Breunig, que também garantiu a certificação, o Programa Selo Alimentos do Paraná trouxe não somente o aprendizado técnico, mas a vontade de seguir adiante e crescer. “O Programa trabalhou comigo enquanto empresária. Me deu coragem para fazer coisas que antes eu não pensava em fazer, como a parte de marketing e vendas. Depois do aprendizado eu até investi em propaganda”, realça. 

Lisete admite que teve mais vontade de trabalhar e vislumbra, agora, novos mercados. “Meus panificados ficaram mais bonitos e mais gostosos. Investi não só na qualidade do produto, mas na aparência dele. Tudo faz parte e com o Selo isso vai ficar ainda mais visível. Quando eu tiver as novas embalagens já quero colocar minhas bolachas para vender em Marechal Cândido Rondon”, assinala a proprietária da Lisete Massas. 

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